Optei por usar parate da canção do Geraldo Vandré para dar título a conversa de hoje, pois ela reflete bem meu sentimento atual.
Hoje acordei cedo para ir até o ginásio (academia) caminhar no tapete (esteira). Este era o meu propósito para o sábado. Entretanto, ao sair da cama fiquei a pensar que seria muito chato andar sem sair do lugar, olhando para a mesma paisagem e ouvindo aquela música de academia durante uma hora seguida. Não, nem pensar!
Coloquei meu tênis, uma roupa confortável e fui praticar meu esporte favorito: conhecer o comércio popular da cidade! Em praticamente todas as cidades que conheço dei um jeitinho de ver como era o centro, ver as pessoas do povo. Meu pai diria: cada doido tem sua mania! Esta é a minha!
Bem, lá fui eu avenida abaixo a procura do Mercado Central de Maputo. Andei pra caramba hoje, muito mais do que faria na esteira. No caminho até o Mercado vi gentes de todos os jeitos, ouvi os mais diversos sotaques, idiomas e dialetos, Foi muito bom! Encontrei todo tipo de comércio: eletrônicos, eletroportáteis, roupas, (in)utilidades domésticas, sapatos, bolsas, lojas especializadas em roupas para muçulmanos (pensei em fotografar a loja, mas fiquei com receio) – cada roupa linda!
Por falar em muçulmanos, perdi as contas de quantas lojas com o nome Muhamed eu vi no caminho. Me lembrei dos mercadinhos Shalom da Zona Norte de Natal!
Posso dizer que o comércio popular de Maputo é um misto de Rua da Alfândega, com 25 de março, Mercadão de Madureira (antes da reforma) e Alecrim! Uma confusão interessante. Tem uma rua com vários alfaiates costurando na rua, Camelôs com suas mercadorias no cão. Uns andam com as mercadorias penduradas pelo corpo. Quis fotografar, mas se você parar e olhar para um ambulante ele não larga mais do seu pé! Fica atrás da gente a falar: mamá brasileira, venha apreciar!
Andei, andei, fotografei um pouco até que finalmente cheguei ao mercado. Que decepção! Está em reforma! Vi o prédio de longe, é lindo! A solução encontrada pelos comerciantes foi levar seus produtos para a rua, num local fechado: tipo cemelódromo. Lá fui eu!
Lá tem de tudo: comida pronta, legumes, verduras, frutas, peixe, cosméticos, perucas (isso mesmo, perucas para todos os gostos!), produtos industrializados, artesanato local, etc. Uma babel de mercadorias, Ao redor deste espaço muitos camelôs a vender produtos piratas: bolsas, perfumes, CDs, DVDs.
Enquanto caminhava por entre as “lojas” fiquei a pensar na minha família. Minha mãe diria: Que baraaaaaato! Ela adora uma muvuca! A Luisa ficaria com a cara fechada e diria: Eca mãe, você tem cada ideia! E papai diria: Porra, você ainda não cansou de ver isso?! Vamos embora, é tudo igual! É, meus amigos, seria exatamente assim.
Esta foi minha diversão da manhã desabado. Caminhei das 8h30 às 12h. Cheguei em casa, tomei um bom banho para refrescar, mas estou com o rosto vermelho até agora. Foi ou não foi melhor que a academia?!
Beijos a todos e um ótimo sábado. Acho que esta noite irei ao teatro.

Adorei sua narrativa de como todos se comportariam e concordo, seria desse jeito! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Cada maluco com suas manias, mas eu também acho que para conhecer os lugares e seu povo tem de se passar pelo centro da cidade. O centro sempre me traz a ideia de ser um "condensado" da cidade e do povo. Eu, faria a mesma coisa. Fiz em Natal no longinquo 13/12/1998 e fiz em Delmiro Gouveia no mês passado. Depois daquela primeira visita ao blog só voltei hj, os textos estão muito bons! Abração!
ResponderExcluirOi Müller, vc conseguiu visualisar a cara de cada um?! Juro que vi o papai de cara amarrada, p de vida, querendo ir embora. Em homenagem a ele estou ouvindo Zeca Pagodinho e tomando uma cervejinha. Só para explicar: aqui temos cinco horas a mais que no Brasil, portanto, são 13h30, a cerveja não é omeu café da manhã, rsss. Depois mostra a postagem para Célia. beijão.
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ResponderExcluirE sua amiga aqui iria dizer: Onde podemos comer alguma coisa?hehehehe!
ResponderExcluirOi Sandrinha, vc poderia comer em vários lugares. Durante todo o percurso encontrei vendedores de comida: ambulantes e fixos no mercado. Tem comida para todos os gostos. Preferi não arriscar e, ao final da minha excursão, parei num café, melhor dizendo "cafetaria" e saboreei um café expresso e um croassant.
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ExcluirQue relato ótimo!!! Parece que estamos em Maputo, andando pela cidade. Eu não ia parar de dizer: "Olha esse Daisoca. E esse? Ai, meu Deus!" Coitado do meu pescoço. rsss.
ResponderExcluirE o retrato falado da família Silva? Muito bom!
Beijos!
Oi Belzinha. Vc acha não pensei nisso?! rssss Ias quebrar o pescoço!
ExcluirOi Daisy,
ResponderExcluirCom certeza a troca da academia pelas ruas do centro foi excelente. Sua manhã foi muito mais animada e vivida com intensidade. Acertou em cheio. rsrrs
Estou amando conhecer Moçambique através dos seus belos e ricos relatos e fotos. Estou aprendendo muito com você.
Um abração da amiga baiana.
Marilda
Ólá Marilda
ExcluirFico feliz em saber que estou a ajudar! Estou gostando desta história de escrever sem ser por obrigação (dissertação, tese, produtos, relatórios, etc.). um super beijo